A montagem é a arma silenciosa do filme. Flashbacks curtos e cortes secantes destroem qualquer cronologia confortável e forçam você a montar o quebra-cabeça com peças que, intencionalmente, não se encaixam de primeira. Essa escolha torna a narrativa mais viciante: cada nova pista altera completamente a percepção do que aconteceu, e você — inevitavelmente — se pega desconfiando de quem antes admirava.